mis SERTÃO VEREDAS
Um laboratório de linguagem para investigar território, memória, paisagem e cultura.
Pesquisa desenvolvida a partir das paisagens relacionadas ao universo de João Guimarães Rosa, aproximando fotografia, arqueologia, audiovisual, memória e Vetorialética.

Fotografar o sertão
é escutar o território.
O projeto mis Sertão das Veredas - MUSEU DA IMAGEM E DO SOM nasce como uma investigação sobre a paisagem enquanto documento cultural.
A fotografia não aparece apenas como registro de uma paisagem. Ela funciona como instrumento de investigação: uma maneira de perceber camadas, vestígios, relações e permanências.
O território não é cenário. É parte da narrativa.
Literatura também
pode ser arqueologia.
O universo de João Guimarães Rosa constitui uma referência fundamental desta investigação.
Em sua obra, o sertão não é apenas uma localização geográfica. Ele se transforma em linguagem, memória, deslocamento, conflito, imaginação e existência.
A pesquisa procura aproximar-se desse território sem reduzi-lo a uma imagem turística ou a uma representação convencional.
Pedra.
Caverna.
Vereda.
Memória.
Cordisburgo constitui um território particularmente importante para esta investigação.
A cidade associada à memória de Guimarães Rosa também carrega importantes camadas arqueológicas, geológicas e científicas, relacionadas inclusive às pesquisas de Peter Wilhelm Lund.
Onze
fragmentos.
Fragmentos de uma investigação sobre paisagem, memória e território.
MIS Sertão
Veredas
Um equipamento cultural para a memória audiovisual e territorial do sertão.
O projeto MIS Sertão Veredas se conecta a outras três experiências de pesquisa para criação de Museus da Imagem e do Som em pequenas cidades brasileiras.
A proposta é pensar o museu não somente como um lugar onde imagens são guardadas, mas como uma plataforma viva de memória, educação, pesquisa, produção audiovisual e participação comunitária.
O MIS Sertão Veredas nasce, portanto, como possibilidade de articulação entre patrimônio, território, literatura, fotografia, cinema e memória social.
O passado não está
simplesmente atrás de nós.
Ele permanece distribuído pelo território.
A arqueologia proposta nesta trajetória amplia sua escala de observação: objetos, paisagens, caminhos, narrativas, imagens e formas de ocupação podem ser compreendidos como vestígios de sistemas culturais.
A paisagem
também escuta.
Sob uma perspectiva Vetorialética, a paisagem pode ser compreendida como um campo de relações.
Água, pedra, vegetação, animais, humanos, caminhos, construções, memória e clima não precisam ser tratados como elementos isolados, mas como componentes de uma dinâmica contínua.
Investigar aquilo que ressoa através da imagem.
MIS Sertão Veredas
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