MISCosta doDescobrimento
Museu da Imagem e do Som de Porto Seguro
como laboratório de uma nova arqueologia pública.
OUTRO LABORATÓRIO
A costa comoarquivo.
O MIS Costa do Descobrimento nasce como uma extensão territorial do trabalho desenvolvido por Neimar ao longo de sua trajetória: fotografia, cinema documental, arqueologia, museologia, investigação da paisagem e construção de novas formas de documentação da memória.
Seu campo de atuação ultrapassa a ideia convencional de um museu concentrado em um único edifício. Porto Seguro é o ponto de articulação de uma rede territorial que compreendeSanta Cruz Cabrália, Belmonte e Monte Pascoal, além das comunidades, rios, praias, matas, sítios, caminhos e paisagens que constituem a Costa do Descobrimento.
O museu começa, portanto, antes do acervo. Começa no território.
A primeira imersão na Costa do Descobrimento abriu um campo de investigação em que fotografia e audiovisual passaram a funcionar como instrumentos arqueológicos.
Não se trata somente de registrar objetos antigos. Trata-se de perceber relações entre território, água, deslocamento, ocupação humana, memória e transformação da paisagem.
Doze fragmentosde uma costa em ressonância.
As imagens funcionam como fragmentos de campo. Não são apenas ilustrações de uma pesquisa: são parte do próprio processo investigativo.
Uma imersão.
Vários vestígios.
A pesquisa do MIS Costa do Descobrimento produziu desdobramentos que passaram a constituir ensaios específicos de arqueologia da paisagem.
Paleoembarcações
de Caraíva
Duas embarcações monóxilas parcialmente soterradas, encontradas no território de Caraíva, e a investigação arqueológica e fotográfica que se abriu a partir desses vestígios.
ABRIR ENSAIO →Traçados
Monumentais
Uma arqueologia digital artesanal realizada a partir de imagens de satélite, buscando perceber grandes inscrições territoriais nos vales Mutari, Jaqueira e Buranhém.
ABRIR ENSAIO →Antes da estrada,
havia a água.
A Costa do Descobrimento não pode ser compreendida apenas pelas estradas, cidades e fronteiras que surgiram posteriormente.
Há uma cartografia anterior: a dos rios, das marés, das praias, das matas e das rotas canoeiras que conectavam diferentes territórios e comunidades.
A canoa aparece aqui não somente como objeto arqueológico, mas como tecnologia de relação.
É nesse sentido que o MIS Costa do Descobrimento procura incorporar uma ressonância ancestral indígena à própria forma de pensar o museu: deslocar-se, escutar, atravessar e reconhecer o território como uma rede viva.
MUSEU DA IMAGEM E DO SOM
Um museu quese desloca.
O MIS Porto Seguro integra a concepção doMISSA — Museu da Imagem e do Som em Pequenas Cidades Brasileiras, entendendo o audiovisual como ferramenta de memória, pesquisa, educação e participação territorial.
Nesse modelo, o museu não precisa estar restrito a uma coleção física. Ele pode operar como uma plataforma de documentação, produção audiovisual, fotografia, pesquisa arqueológica, formação e circulação cultural.
A paisagem inteira pode tornar-se campo museológico.
O museu não é apenasonde o objeto termina.
É onde a comunidadecomeça a escutar o território.
O MIS Porto Seguro é pensado como uma plataforma de umanova arqueologia pública: uma arqueologia que não separa radicalmente pesquisador, comunidade, território, imagem e memória.
A documentação audiovisual passa a ser também uma forma de escavação. A fotografia torna-se instrumento de leitura. A paisagem deixa de ser cenário e passa a ser documento.
VETORIALETICA
Uma arqueologia
para a 7ª República.
O MIS Costa do Descobrimento integra um processo mais amplo de investigação que Neimar vem desenvolvendo ao longo de sua trajetória e que agora encontra na Vetorialética uma linguagem para formalizar novas relações entre ciência, cultura, território e sociedade.
A proposta da 7ª República desloca o centro da organização social para relações de cooperação, regeneração, memória territorial e inteligência coletiva.
Nesse contexto, uma nova arqueologia pública não olha apenas para o passado. Ela investiga os vestígios do presente para compreender quais futuros ainda podem ser construídos.
Continue atravessia.
A costa
continua falando.
Fotografar a eternidade, não apenas o instante.
