MIS
Sabinópolis
A cidade como arquivo vivo e ressonante.
Fotografias de Neimar Barroso como primeira ação documental do MISSA — uma experiência de museu digital, arqueologia e pós-produção audiovisual voltada à implantação de Museus da Imagem e do Som em cidades brasileiras do interior.
Antes do museu,
o olhar.
Antes de existir uma instituição, existe alguém que decide que aquilo que está acontecendo merece ser lembrado.
Este arquivo começa assim.
Uma câmera diante da cidade.
Um acontecimento.
Uma pessoa.
Uma memória que ainda não sabe que é patrimônio.
Sabinópolis
como campo.
Sabinópolis é o território onde este arquivo nasce.
É também o lugar de origem de Neimar Barroso e o campo permanente onde fotografia, memória, arqueologia e observação do território se encontram.
As festas populares, os acontecimentos locais, os modos de ocupar a cidade e os pequenos acontecimentos cotidianos deixam de ser acontecimentos isolados e passam a constituir um campo documental contínuo.
12 fragmentos
de uma cidade.
Do arquivo
ao museu.
O MIS Sabinópolis é pensado como uma primeira experiência documental para o aplicativo MISSA.
A proposta é criar uma linguagem digital capaz de reunir fotografia, cinema, som, memória oral, documentos, acontecimentos e patrimônio cultural em uma mesma estrutura.
O aplicativo funciona como instrumento de documentação, organização, pós-produção e difusão audiovisual, permitindo que pequenas cidades construam seus próprios museus digitais.
A cidade deixa de ser apenas o lugar onde o museu está instalado. Ela passa a ser o próprio acervo.
Fotografia
como arqueologia.
Fotografar uma festa popular não é apenas registrar uma festa.
É registrar relações sociais, corpos, gestos, objetos, espaços, sons, trajetórias e formas de pertencimento.
Cada fotografia pode funcionar como uma camada arqueológica de um acontecimento que desaparecerá tão logo termine.
Da memória
à Vetorialética.
Este laboratório documental também se conecta à pesquisa contemporânea de Neimar Barroso em arqueologia vetorialética e à formulação da 7ª República.
O museu deixa de ser compreendido apenas como depósito retrospectivo e passa a funcionar como organismo de escuta: um sistema capaz de perceber as relações entre território, pessoas, memória, natureza, técnica e tempo.
Nesse sentido, o MIS Sabinópolis constitui um dos campos concretos onde a pesquisa pode retornar ao território e confrontar suas próprias hipóteses.
Um arquivo
que também
quer contar histórias.
O projeto dialoga ainda com o universo do documentárioCarta 7, desdobrando a investigação audiovisual para o território onde o autor nasceu e atualmente desenvolve sua pesquisa.
A câmera deixa de ser apenas instrumento de produção cinematográfica e passa a participar da construção permanente de um arquivo comunitário.
O arquivo
continua fora daqui.
Uma fotografia termina.
Um arquivo começa.
